Blog Da Chaveira
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   zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzznora.jpgA NORA A REGAR O MILHO.

Já descobri porque somos tão sentimentalistas! Afinal temos raízes na Beira. Eu Beirão até à tetrageraço, que me conste. Vivi contemplando o céu azul, os montes e vales, os campos semeados, os ribeiros, as ribeiras, os marmeleiros e as flores, qual manto de neve cobrindo a terra abençoada. Conhecia os caminhos, as encostas, as serras de guardar as cabras. Aquele ceu azul , banhando no verde areal em quilómetros de extensão. Ah como era bom ver aquele mundo verdejante e puro. É a saudade a bater dentro de nós Também recordo a horta de meus avós sempre verde , coberta de milheirais, flores , árvores de fruto…a nora de onde saía a água fresca, através dos alcatruzes. Girando em torno de um eixo. O burro o fazia accionar girando em círculos em volta da nora . A água ia para um grande tanque onde eu gostava de chapinhar..Essa água ia irrigar a horta, através de sulcos feitos no chão..Eu sentava-me à beira do tanque, a ver a água sair e deslizar suavemente, penetrando na terra do milho. Que sensação de frescura e vida. Hoje de tudo isso já nada quaze não existe. Apenas a recordação dos montes onde outrora floresciam os campos cheios de verde Pinho. Mas adoro a minha Chaveira no que ainda resta de partículas da minha infância e juventude. No mês passado estive em Cardigos. Subi até a torre da velha igreija. Se avista quaze a Freguesia de Cardigos toda. Era sol pôr. Os pardais pousando de mansinhos sobre as laranjeiras. A calma do entardecer de outrora Bonito e salutar nos encontrarmos com a natureza. Quem sabe se passamos pelos mesmos caminhos… Na hora da saudade a emoção aperta o coração a todos e faz-nos sentir no ontem das nossas vidas. Afinal vivemos todos com a saudade!

novembro 01, 2009


Estamos a renovar em (WWW.CHAVEIRA.COM) estou a ter problemas a por esta gente toda..NOTÁVEIS DA NOSSA BEIRA! ....em ordem somente um pouco mais de paciencia..........Eles & Elas sao tantos que quase me falta lugar.......



NOTÁVEIS DA NOSSA BEIRA!

- AMÉRICO MARTINS DELGADO -da Chaveira

Sobre o pintor Américo Martins Delgado encontrado numa manhã de Agosto 2007 a pintar o largo da Carvalha na Sertã, em frente à Casa da Cultura onde as suas obras estavam expostas, apeteceu-me dar a conhecer este simpático senior cujas obras tinha apreciado nos dias anteriores e que fui mais tarde ver no seu atelier da Chaveira.

Américo Delgado, nasceu em 1926 no lugar da Chaveira, Cardigos numa familia de agricultores do Ribatejo. Foi lá que fez os seus estudos primários e lembra-se de sempre ter gostado desenhar. Ao ir para Angola em 1954 começa o seu interesse pelas artes plásticas e começa a pintar paisagens africanas e outros temas nos seus tempos livres.

Regressa a Portugal em 1975. Nessa altura não se ganhava a vida com pintura e trabalha então como pintor de construção civil e abriu un pequeno café. Só quando chega à aposentação deixa a filha a ocupar-se do café e pode voltar a dedicar-se à pintura a óleo sobre barro e tela.

A sua pintura mostra paisagens campestres e urbanas, natureza morta, temas religiosos.

Quando ouviu falar da possibilidade de aulas de pintura em Mação com o professor e pintor italiano Massimo Esposito, inscreveu-se logo desde a sua criação em 2003 na Oficina d'Arte e até hoje frequenta esta escola de pintura da Câmara Municipal de Mação para se aperfeiçoar.

Américo Delgado continua retocando o seu auto-retrato e partilha o seu gosto pelas artes com a sua esposa que por seu lado grava cuadros sobre estanho.

Do encontro nasceram estas fotografias, un começo a completar e para partilhar.

- MARGARIDA CARAPINTEIRO - dos Vales 1.7km da Chaveira
Escrito por Fonte - Raia

Nasceu e cresceu em Lisboa, mas nunca apagou da memória as férias passadas na pequena aldeia de Vales, Cardigos, a sete quilómetros de Proença-a-Nova. Aos 61 anos, depois de ter encarnado tantas outras vidas, nos palcos e na televisão, Margarida Carpinteiro continua a ser a mesma menina que todos os verões se perdia de amores pelos cheiros e hábitos da zona do Pinhal.


Que ligação é essa que diz sentir em relação à zona de Vales de Cardigos?
Lá existe algo que levo muito a peito: a frontalidade, a pureza, a espontaneidade das pessoas, a qualidade de vida. Conjugação de palavras que antes não o existia, mas que agora tem todo o sentido.

Mas os seus pais, tal como muita gente do interior, partiram à procura de qualidade de vida nas cidades. O que mudou?
Na altura, Lisboa tinha outro espírito. Todos nós vínhamos de uma terra. Havia a tendência para as pessoas de cada região se agruparem em determinadas zonas da cidade. A minha era Braço de Prata, agora Parque das Nações, e existia muita gente da mesma região que vivia por ali. Partilhávamos vivências e as conversas eram sempre das férias do que lá tinha acontecido.

Que recordações da regiãoo guarda na memória?
Não é por acaso que, passados tantos anos – tenho 61 – venho viver numa zona de pinheiros. Há de facto uma coisa marcada em mim, que é a paisagem com pinheiros, sempre conotada com a sensação de serenidade. O próprio cheiro é inesquecível. Mas existem outras memórias da minha infância que me emocionam sempre que as lembro: o queijo feito em casa, o mel que se vai apanhar no Verão, das nossas abelhas. De facto, naquela altura, era uma paixão. Não se falava ainda se era melhor ou pior. Era muito importante para nós, mesmo em crianças.

Sente assim tanto essa diferença entre as pessoas da cidade e do campo?
Estava a dizer que na cidade os coracões são mais puros. Neste momento, não sei. Hoje, tenho outra leitura disso: as pessoas são como são. Quando era mais pequena – e penso sempre pela adolescência – acreditava que o grupo que tinha era mais são, porque era da província, da aldeia. Possivelmente, não seria. Há pessoas boas e más em qualquer parte do mundo. São pessoas, com as suas diferenças, que têm de ser aceites. Em mim, ficou para sempre gravada uma paz muito grande que me ligava às pessoas, às coisas, à paisagem, à alimentação e, sobretudo, às relações. Nos Vales, eram extraordinárias e muito calmas.

Como é que Vales recebeu uma pessoa da terra que se tornou famosa?
Nunca explorei isso porque nunca me interessou ser conhecida. A fama veio com naturalidade, mas nunca a procurei. Era óbvia, fazia teatro e televisão. Eles devem perceber que não gosto muito de falar nessas coisas. Continuo a ser a Margarida que por lá passava as férias e que espera, em breve, regressar.

A fama veio com naturalidade, mas nunca a procurei. Era óbvia, fazia teatro e televisão. Eles devem perceber que não gosto muito de falar nessas coisas.

Qual foi o episódio mais marcante do seu passado, em Vales de Cardigos?
Há muitos. Lembro-me de uma coisa espantosa quando uma tia minha fazia pão-de-ló, no forno. Ela cozia duas vezes por semana. E, como era hábito, rapávamos o alguidar onde se fazia essa massa. Ela ensinou-nos a pôr isso na casca do ovo e confeccionávamos bolinhos pequeninos cujas formas eram essas cascas. Depois, eram cozidos à entrada do forno. Aquilo tinha um sabor magnífico, que até hoje não consegui encontrar. São coisas que não se esquecem. Recordo-me dos passeios que dávamos nos pinhais, já adolescentes. Levávamos um rádio, ouvíamos música no meio dos pinheiros. São momentos inesquecíveis. Outras vezes, íamos visitar moleiros a terras mais distantes. Contávamos histórias estranhas das noites, de espíritos, de bruxas.
Com que periodicidade visita a aldeia?
Muito pouco. Ás vezes, um fim-de-semana. Nunca mais passei lá férias. Ainda tenho uma casa nos Vales e, é óbvio, que está tanto no meu coração que é para lá que vou. Provavelmente, dentro de dois anos. Estou a preparar tudo para isso.
Tem projectos para quando essa mudança acontecer?
Gostava de me dedicar a uma coisa a tempo inteiro, que me agrada muito, e que é escrever e, talvez, pintar. São duas coisas que me interessam. Passo a vida a comprar livros. Se calhar de dez leio dois, vou ficando sem saber o que fazer à colecção. Aproveitarei para ler. Não quero afastar-me para parar, irei continuar a fazer teatro. Se as pessoas estiverem interessadas, se houvesse um grupo, poderíamos fazer qualquer coisa. E tenho um enorme respeito pelo teatro amador. Mas não vou a pensar essencialmente nisso, com objectivos delineados. Vamos ver.
Mas gostaria de criar, por exemplo, uma instituição ligada ao teatro?
Não me vou oferecer, mas se alguém vier ter comigo, claro que gostaria. Se houver vontade de gente nova a querer fazer qualquer coisa nesse sentido, mostrar-me-ei disponível e com muito gosto para ajudar. Fico contente por, por exemplo, Proença-a-Nova, que está ali a sete quilómetros da nossa aldeia, já ter um cinema e uma preocupação tremenda com pintura, escultura e em construir praias fluviais. Estou maravilhada com isso. … um país novo a nascer. Porque, por muito desiludida que esteja, acredito que as pessoas vão aprender que têm de tomar conta do país. Não temos só direitos, também há deveres e as pessoas passaram um bocado por cima disso. A Democracia agarra-se a cada um de nós pelos deveres e as pessoas ainda não perceberam isso. Fico contente quando se constrói uma fábrica e, ao lado, um jardim.
Aproveitarei para ler. Não quero afastar-me para parar, irei continuar a fazer teatro. Se as pessoas estiverem interessadas, se houvesse um grupo, poderíamos fazer qualquer coisa.
Em Fevereiro, vai lançar o seu quarto livro. Agora, o protagonista é a aldeia de Vales de Cardigos. Como é que nasceu este projecto, qual é a história?
Há alguém da minha família que estava ligado ao mar. E essa pessoa contava histórias de viagens que me fascinavam imenso. Quando faleceu, deixou um pequeno caderno à filha, que fez o favor de me dar, que é a minha prima. Esse caderno tem uns diários muito ingénuos e simples, com algumas fotografias e com algo que achei espantoso: uma espécie de glossário com palavras que o tio Zé Luís apanhou porque considerou que se estavam a perder e que deveriam ficar registadas. Fiquei com aquilo nas mãos e pensei: ´Vou já escrever um livro para isto ficar como documento. Não pesquisei a fundo; limitei-me a retratar melhor as pessoas, a tentar saber mais algumas coisas do passado e ficcionei, aproveitando esses pequenos vocábulos e decidi escrever um livro. O título não está definido, pois até o Círculo de Leitores ainda tem dúvidas no nome e prefiro, por enquanto, não adiantá-lo.



O cantor Tony Carreira
(Nasceu em Armadouro, Panpilhosa Da Serra 40 km da Chaveira)
http://www.youtube.com/watch?v=yaA-z-OFU34
Tony Carreira nasceu António Antunes numa casa humilde Da Beira em Armadouro, "PANPILHOSA DA SERRA" na Beira Baixa. O pai emigrou para França poucos dias de nascer e foi o avô António - a quem dedica o livro - que mais o marcou na infância. Diz que era um miúdo reguila, guloso por bolachas Maria e que na adolescência, já em França, se sentiu completamente desenraizado em relação aos rapazes do seu tempo. Trabalhou numa fábrica de enchidos para ganhar dinheiro, mas ainda hoje confessa que detestava o que fazia.
Apesar de hoje esgotar salas de espectáculos e vender milhares de discos, Tony Carreira conta que nem sempre teve sucesso, que fez discos maus e que sacrificou a vida pessoal e a educação dos filhos por causa da vida artística. É por isso que dá mais valor à família e não renega as origens humildes: "Quando não temos nada, aprendemos a dar valor aos mais pequenos prazeres da vida".
Cumpridos os vinte anos, Tony Carreira diz que quer continuar a fazer discos e mostrá-los ao vivo num estádio de futebol e numa digressão acústica em salas pequenas, para estar mais perto do público. Num dos próximos álbuns, é provável que Tony Carreira inclua a primeira canção que se lembra de ter ouvido, o fado "Lágrima", interpretado
por Amália Rodrigues. Para ele é "a canção mais bonita do mundo".
O cantor Tony Carreira lançou recentemente uma autobiografia onde revela que quer gravar um fado de Amália, escolhe o seu melhor concerto de sempre e desvenda que, por vontade do pai, teria sido mecânico.

Coincidindo com os vinte anos de palco, Tony Carreira lançou o livro "A vida que eu escolhi", disponibilizado por altura do seu último concerto no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
O livro foi escrito pelo jornalista Rui Pedro Brás e reproduz as dezenas de horas de "conversas informais" que o autor teve com o cantor romântico. "Eu já tinha feito vários trabalhos sobre o Tony e propus-lhe há um ano fazermos uma autobiografia", disse o autor à agência Lusa, sublinhando que foi apenas um "intermediário" na narração da história do artista.
No entender de Rui Pedro Brás, a vida de Tony Carreira "está repleta de experiências maravilhosas e interessantes", mas o livro dá conta ainda "dos sacrifícios, da família que ficou para segundo plano, da vida complicada que teve".
Ao longo de quase 200 páginas, Tony Carreira partilha o lado mais pessoal e íntimo, a infância passada em Armadouro, onde pastou cabras e viveu longe dos pais, a adolescência em Paris, para onde os pais emigraram e onde nasceu a paixão pela música. As suas histórias são ilustradas por várias fotografias, a maioria retratos de família, do casamento, dos filhos, dos concertos e reproduções de capas de discos.
Os fãs do cantor ficarão ainda a saber como é que surgiu um dos seus grandes êxitos - "Ai destino, ai destino" - como é que conheceu a mulher com quem está casado há 23 anos e os obstáculos que ultrapassou para chegar ao patamar dos mais bem sucedidos cantores românticos da actualidade.
"Não me sinto um ídolo, um cantor que arrasta multidões, alguém que soma discos de platina e enche salas pelo mundo inteiro", diz Tony Carreira. "Sinto-me o mesmo menino que, já mais de trinta anos, abandonou a sua terra em busca de sonho", conclui o cantor. Veja aqui o vídeo da música com o mesmo nome da sua autobiografia.



- NOTÁVEIS DA NOSSA BEIRA –
De entre algumas figuras ilustres dos nossos antepassados destacam-se alguns nomes, entre eles contam-se:


- JOSÉ MARQUES DELGADO (1929 – 2008)
(Nasceu na Chaveira)

Família e origens

Nasceu na Chaveira em 11 de Junho de 1929, na Freguesia de Cardigos, Distrito de Santarém - Portugal, José Marques Delgado era filho do senhor Manuel Delgado e Delfina Marques do monte. Vivia em Votuporanga havia 46 anos. Veio para o Brasil em 1960 em busca de oportunidades de trabalho, assim como milhares de imigrantes de Portugal e outros países. Em Portugal foi motorista de ônibus de uma Companhia Inglesa. Chegou em Votuporanga para trabalhar como balconista e depois gerente no mercado de secos & molhados, a Casa M. Dias, pertencente a um parente, Manoel Dias, pai de suas cunhadas. A Casa M. Dias, tinha sede em Rio Preto e em Votuporanga ficava no mesmo lugar onde hoje está sediada a loja matriz da Rede de Supermercados Santa Cruz.

Santa Cruz
Em 1972, Delgado tornou-se sócio-proprietário da empresa juntamente com Mário Martins André, José Rafael Martins, João Martins André. Juntos inaguraram no mesmo ano o Supermercado Santa Cruz. Com a remodelação na empresa em 1996, houve uma mudança passando a filial de Votuporanga a ter nova razão social Martins Delgado & Cia Ltda. Em 2004, o Supermercado vira rede com a inauguração da sua segunda e terceira unidades na cidade. A quarta unidade foi inaugurada em novembro de 2005. Com quatro lojas, a empresa gera 460 empregos diretos. José Delgado permaneceu ativo na direção da rede Santa Cruz até maio de 2005.

Sociedade
Ativo membro da sociedade votuporanguense, foi integrante, tesoureiro e presidente do Lions Clube de Votuporanga em 1986/87, atualmente integrava o Rotary Club de Votuporanga. Também ativo na Associação Comercial de Votuporanga (ACV) foi presidente na gestão julho 2001/julho 2002. Delgado presidiu o Centro Social de Votuporanga, foi secretário do Sindicato do Comércio, tesoureiro do Conselho Paroquial da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, segundo tesoureiro da AAV (Associação Atlética Votuporanguense), presidente do Conselho Deliberativo da Apac; tesoureiro do Centro Social de Votuporanga, segundo vice-provedor da Santa Casa de Misericórdia, vice-presidente do Conselho Deliberativo do Assary Clube de Campo, foi 2º diretor da Acav nos anos 1985/86. Era o terceiro tesoureiro da Santa Casa, na atual gestão de Luiz Alberto Mansilha Bressan. Na gestão anterior, de Nasser Marão Filho, o Juninho era primeiro tesoureiro.
O empresário José Marques Delgado, sócio-proprietário da rede de Supermercados Santa Cruz, faleceu em 2009 em São José do Rio Preto, no hospital Beneficência Portuguesa onde estava internado. Seu sepultamento foi no Cemitério Municipal Votuporanguense.

Luto official Declarado
O prefeito Carlos Eduardo Pignatari decretou luto oficial no município pelo falecimento do senhor José Delgado. O prefeito considerou que Delgado foi homenageado com a insígnia de Honra ao Mérito no ano de 1987 e obteve o Título de Cidadão Votuporanguense no ano de 1999, concedidos pelo Poder Legislativo. Destacou ainda no decreto, os relevantes trabalhos prestados à comunidade no município. A Câmara de Vereadores de Votuporanga também vai prestar homenagem ao comerciante. José Marques Delgado recebeu as duas maiores honrarias concedidas pelo Poder Legislativo local; o título de Cidadão Votuporanguense e a Insígnia de Honra ao Mérito, ambos pelos relevantes serviços prestados ao município. Durante o velório do comerciante, o presidente da Câmara Legislativa, Osmair Ferrari (PSDB) e demais vereadores, irão prestar justa homenagem a José Marques Delgado e seus familiares.
Casado, Senhor Delgado deixou a sua esposa Maria Izaura Martins Delgado e as filhas Andréa Delgado Ferreira casada com Renato Elias Ferreira, Maria Célia (in memorian) e Maria Helena Delgado André, casada com Felisbelo Martins André, além de seis netos e familiares em Portugal


- JOSÉ CARLOS CARDOSO PIRES (1925 – 1998)
(Nasceu no Peso a 7Km da Chaveira)

José Augusto Neves Cardoso Pires nasce a 2 de Outubro de 1925, na aldeia de Peso, no distrito de Castelo Branco, mas vem para Lisboa com poucos meses de idade. Fixa residência nesta cidade, onde morre a 26 de Outubro de 1998. É reconhecido como um dos mais importantes escritores portugueses da segunda metade de século XX.

O seu trajecto pessoal e a sua carreira de escritor são marcados pela inquietação e pela deambulação. Não se identifica com nenhum grupo, nem se fixa em nenhum género literário, apesar de ser considerado sobretudo como um romancista. A característica mais evidente da sua não muito vasta obra (são ao todo dezoito os seus livros publicados em quase cinquenta anos de vida literária) é o facto de cada livro seu inaugurar e completar um ciclo de criação literária. Nenhuma das suas obras se tornou uma fórmula que viesse a repetir, apesar de ser possível reconhecer linhas de evolução da sua escrita literária. O seu primeiro livro foi publicado em 1949 e o último em 1997.

A relação mais consistente e duradoura, no campo literário, deu-se com o movimento neo-realista português até ao 25 de Abril de 1974, não tanto por razões de defesa ou de prática de um tipo canónico de estética empenhada, mas, sobretudo, pela adesão a uma política de resistência ao regime autoritário português. A inserção da sua obra no Neo-Realismo literário português é, por estas razões, complexa e eivada de contradições. O traço distintivo, que mantém até às últimas obras, é o respeitante ao compromisso da literatura com a realidade sua contemporânea. No entanto, este escritor aprendeu outras lições – entre elas, a lição dos surrealistas, cujo grupo frequentou temporariamente nos inícios da década de 40 – que levaram a que entenda que essa relação (literatura /realidade contemporânea) é fatalmente sujeita a uma interpretação individualizada.

Os seus primeiros contos demonstram quer preocupações de cariz social (vector afecto ao cânone neo-realista), quer outras influências, tais como a escrita esteticamente documental de Hemingway, a narrativa cinematográfica, o que resulta em narrativas de discurso contido, com diálogos concisos, cuja focalização produz um estranhamento, um deslocamento, sempre reconhecíveis na sua obra até finais de 60.

Cada livro deste autor recomeça tudo de novo. Apesar da filiação e dos caminhos para os quais cada obra aponta serem indicativos de um rumo de modo muito relativo na medida em que muda de direcção no livro seguinte, é, mesmo assim, possível perceber que as obras de finais de 50 e as de 60 concentram o auge da sua criatividade pelas afinidades que exibem entre si e em diálogo com a literatura europeia. São elas: O Anjo Ancorado (1958), Cartilha do Marialva (1960), Jogos de Azar (1963), O Hóspede de Job (1963) e O Delfim (!968). Se três são romances, já Cartilha do Marialva é um ensaio sobre a via errada, seguida por Portugal, que optou pelo irracionalismo e pelo imobilismo, actualizados e enaltecidos pelo regime salazarista. A figura do marialva, privilegiado em nome da sua família e dos seus haveres patrimoniais, encarna a espécie de provincianismo português que o autor caracteriza em traços negros e caricaturais de modo a fustigá-lo para melhor o erradicar do país. Jogos de Azar é uma recolha de entre os primeiros contos (publicados nos dois primeiros livros), escolhidos pelo autor sob a égide da figura do “desocupado”, sinónimo, na gramática do autor, do cidadão português, destituído de meios para viver.

Neste período de intensa e feliz criatividade, Cardoso Pires mede a sua escrita pela de vários autores europeus com os quais vai dialogando regularmente, como é o caso de Elio Vittorini. A nova literatura parece, para os dois autores, ser a que fixa a essência da realidade industrial. O Anjo Ancorado dá conta dessa realidade modernizada, inscrita na sociedade portuguesa, mesmo no tempo de um regime opressor, mas é vivida apenas por um burguesia muito restrita numericamente, letrada, com intenções políticas democráticas mas inerte, amorfa e envergonhadamente privilegiada em contraste com a maioria da população, que sobrevive numa pobreza no limite da sobrevivência mais primária. O Hóspede de Job, romance que representa também esta divisão nítida, já surgida no romance anterior, narra a história de uma deambulação de um Job que alberga involuntariamente em sua casa o hóspede que o irá mutilar, reduzindo-o a um pedinte de feira. Embora recebidos como neo-realistas no período em que foram publicados, são dois romances acentuadamente pessimistas, destituídos de dimensão futurante, característica principal das narrativas do movimento referido.

O Delfim é o romance, geralmente considerado a sua obra-prima. Apesar de não ter semelhanças com os livros anteriores, o autor foi aprimorando a narrativa focalizada a partir de um olhar “forasteiro”, aparentemente descomprometido com uma realidade percebida como anacrónica. A Gafeira, aldeia inexistente, inventada a partir de tantas outras portuguesas, é o local de eleição e objecto de um determinado modo de ver e de interpretar o Portugal marcelista, a seis anos de uma mudança drástica. O centro do relato diz respeito a um crime, que consubstancia o estilhaçar de um mundo que se apresenta como perfeito e imóvel, mas que começa a ser infiltrado do exterior por mudanças modernas que o irão alterar para sempre. Esta tensão é narrada por um discurso perspectivístico, distanciado, sendo, então, impossível o registo narrativo de tipo realista. Mesmo sendo um romance profundamente experimentalista, em articulação com as vanguardas europeias desta década, mantém, na sua urdidura, a noção de “documento humano” pela necessidade de traçar, com um rigor irónico, paródico, por vezes “hiper-realista”, as coordenadas portuguesas num período de profundas mudanças. Tendo sido recebido até 1974 como romance neo-realista, tem despertado um interesse crescente como narrativa pós-modernista. Pode efectivamente ser lido como o primeiro romance português no qual confluem as principais linguagens estéticas norteadoras do futuro pós-modernismo português devido à mistura de géneros, à polifonia, à fragmentação narrativa e à metaficção.

Publica, ainda, mais dois romances singulares, que não dão continuidade ao de 1968. São Balada da Praia dos Câes (1982), tornado best seller à época e Alexandra Alpha (1987). O primeiro reconstitui, de forma inovadora e plurifacetada, o crime da Praia do Guincho, ocorrido na realidade em 1960 mas perspectivado, neste romance, como fazendo parte de um passado social e político. O segundo é o único, nesta obra, que representa o Portugal pós-1974, vendo nele toda a violência do conflito político e económico dos primeiros tempos da revolução, sem possuir, no entanto, o grau de simbolização inscrito em O Delfim. É um romance desencantado, inesperado e o último desta obra romanesca.

O autor vai continuando fiel à sua primeira vocação, a de contista, cuja publicação vai acompanhando a dos romances. Para além de Jogos de Azar, tem duas colectâneas de contos, O Burro-em-Pé (1979) e A República dos Corvos (1988). Tem duas peças de teatro, O Render dos Heróis (1960) e Corpo-Delito na Sala de Espelhos (1980). O fenómeno da crónica da autoria de um romancista voltou a tornar-se popular na década de 90, o que fez com que reunisse as crónicas surgidas no jornal “Público” em A cavalo no Diabo (1994).

A sua última obra mais importante é, de novo, uma excepção. Trata-se de De profundis, Valsa Lenta (1997), relato do acidente vascular cerebral que o atingiu em 1995 e que é apresentado pelo autor como uma “viagem à desmemória”. É a única narrativa da sua obra que pode ser considerada autobiográfica. A vertente autobiográfica é, no entanto, peculiar na medida em que é um relato obviamente posterior ao acidente que dele fixa pormenores aleatórios, desconexos de quem veio das trevas de uma doença muito grave para a luz da memória. O principal interesse desta narrativa reside na figuração de um eu como “o outro de mim”, feito de traços desarticulados aos quais é impossível atribuir uma caracterização completa, aspecto que é igualmente reconhecível na fragmentação de muitas das suas vozes narrativas dos romances.
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BIBLIOGRAFIA

Activa

Os Caminheiros e Outros Contos (1949).

Histórias de Amor (1952).

O Anjo Ancorado (1958).

O Render dos Heróis (1960).

Cartilha do Marialva (1960).

Jogos de Azar (1963).

O Hóspede de Job (1963).

O Delfim (1968).

Dinossauro Excelentíssimo (1972).

E agora, José? (1977).

O Burro-em-Pé (1979).

Corpo-Delito na Sala de Espelhos (1980).

Balada da Praia dos Cães (1982).

Alexandra Alpha (1987).

A República dos Corvos (1988).

A cavalo no Diabo (1994).

De profundis, Valsa Lenta (1997).

Lisboa – Livro de Bordo (1997).


Passiva

CABRAL, Eunice, José Cardoso Pires – Representações do Mundo Social na Ficção (1958-82), Edições Cosmos, Lisboa, 1999.

COELHO, Eduardo Prado, “Cardoso Pires: o círculo dos círculos”, in A Noite do Mundo, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, 1986.

CRUZ, Liberto, José Cardoso Pires, Arcádia, Lisboa, 1972.

FOKKEMA, Douwe W., “Empirical questions about symbolic worlds: a reflection on potencial interpretations of José Cardoso Pires, “Ballad of Dogs’ Beach” (1982)”, in Dedalus, nº 2, 1992, pp. 59-66.

LEPECKI, Maria Lúcia, Ideologia e Imaginário. Ensaio sobre José Cardoso Pires, Moraes Editores, Lisboa, 1977.

LOURENÇO, Eduardo, “”Espelho sem Reflexo”, in Corpo-Delito na Sala de Espelhos, Moraes Editores, Lisboa, 1980.

PETROV, Petar, O Realismo na Ficção de José Cardoso Pires e de Rubem Fonseca, Difel, Lisboa, 2000.

PORTELA FILHO, Artur, Cardoso Pires por Cardoso Pires, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1991.

RODRIGUES, Rogério, “A verdade por detrás do “best seller” (Balada da Praia dos Cães)”, in O Jornal, nº 436, Julho de 1983.

TORRES, Alexandre Pinheiro, “Sociologia e significado do mundo romanesco de José Cardoso Pires”, in Romance: o Mundo em Equação, Portugália Editora, Lisboa, 1967.

VENTURA, Mário, Conversas, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1986.



Amália Rodrigues (1920- 1999)
(Pais naturais do Fundão a cerca de 60 Km da Chaveira)
Amália da Piedade Rodrigues nasceu em 1920, em Lisboa, filha de pais naturais da Beira Baixa. A data certa do nascimento é desconhecida: em documentos oficiais nasceu a 23 de Julho, mas Amália sempre considerou que nasceu no primeiro dia desse mês. Educada pela avó, cantou pela primeira vez em público em 1929 numa festa da Escola Primária da Tapada da Ajuda, que frequentava. Maistarde trabalhou como bordadeira.
Em 1933, empregou-se numa fábrica de bolos e rebuçados em Lisboa e dois anos mais tarde, com a irmã Celeste, trabalhou numa loja de souvenirs no Cais da Rocha, acompanhada pela mãe, vendedora de fruta.
Em 1935, desfilou na Marcha de Alcântara e cantou pela primeira vez acompanhada à guitarra numa festa de beneficência. Estreou-se em 1939 no Retiro da Severa, a casa de fados mais importante da altura, acompanhada por Armandinho, Jaime Santos, José Marques, Santos Moreira, Abel Negrão e Alberto Correia, interpretando três fados.
Em 1940 casa com o guitarrista amador Francisco da Cruz. No dia 25 de Junho de 1940 é a atracção convidada da revista do Teatro Maria Vitória, Ora Vai Tu!, a primeira de muitas revistas em que participou.

A sua estreia no estrangeiro, a 7 de Fevereiro de 1943, ocorreu em Madrid, a convite do embaixador Pedro Teotónio Pereira. Amália separa-se do primeiro marido.

Em 1944 viajou pela primeira vez para o Brasil, onde actuou no Casino de Copacabana. O sucesso levou a prolongar a estada de seis semanas para três meses, tendo regressado no ano seguinte ao País.
Amália Rodrigues gravou os primeiros discos de 78 rotações, a 17 de Outubro de1945, no Brasil para a etiqueta Continental.

A estreia no cinema ocorreu a 16 de Maio de 1947 com o filme Capas Negras, de Armando Miranda, que bate todos os recordes de exibição, com 22 semanas consecutivas em cartaz no cinema Condes, em Lisboa.

Em Fevereiro de 1948 recebeu o Prémio SNI para a melhor actriz de cinema pela sua interpretação de Fado, de Perdigão Queiroga, estreia no Porto e é anunciado como sendo inspirado na vida de Amália, o que a fadista sempre negou.

Em Abril de 1949 cantou pela primeira vez em Paris e em Londres, em festas do Departamento de Turismo organizadas por António Ferro.

Em 1950 continua a sua tournée pela Europa, actuando em Berlim, Dublin e Berna. Começa a cantar poemas de Pedro Homem de Mello e David Mourão-Ferreira. Em Dublin, canta Coimbra, que fica no ouvido da cantora francesa Yvette Giraud, que a populariza em França como Avril Au Portugal.

Em 1951, Estreia de Vendaval Maravilhoso, de Leitão de Barros, um dos filmes preferidos de Amália entre aqueles em que participou. Gravou pela primeira vez em Portugal, para a editora Melodia (Rádio Triunfo) a. Numa digressão por África canta em Moçambique, Angola e Congo Belga.

Em 1952 cantou em Nova Iorque, onde ficou 14 semanas em cartaz, e assinou contrato discográfico com a casa Valentim de Carvalho, fazendo as primeiras gravações no estúdios da EMI, em Londres.
Em 1953 Amália torna-se na primeira artista portuguesa a actuar na televisão americana no famoso programa Coke Time with Eddie Fisher, onde interpreta Coimbra.

É de 1954 também o seu primeiro álbum, Amália Rodrigues Sings Fado From Portugal And Flamenco From Spain, publicado nos EUA pela Angel Records. Este álbum nunca foi publicado em Portugal com o mesmo alinhamento.

No ano 1955 participou no filme Os Amantes do Tejo, de Henri Verneuil, onde interpreta a Canção do Mar e o Barco Negro. Filma no México Musica de Siempre com Edith Piaf.
No dia 10 de Abril de 1956 estreou-se no famoso Olympia, de Paris, numa das festas de despedida de Josephine Baker, e em Julho de 1958 foi condecorada por Marcelo Caetano na Exposição Mundial de Bruxelas.

No dia 4 de Novembro de 1958 estreou-se na televisão portuguesa no papel principal da peça O Céu da Minha Rua, adaptada de uma peça de Romeu Correia.

Em 1961, confirmam-se os boatos que desde há muito andam no ar. Amália casa-se no Rio de Janeiro com o engenheiro César Seabra, e anuncia que vai abandonar a carreira artística passando a viver no Brasil. Um ano depois Amália regressa a Lisboa.

Em 1962 foi editado o álbum Amália Rodrigues, mais conhecido como Busto ou Asas Fechadas, grande viragem na sua vida artística, onde canta Estranha Forma de Vida, Povo Que Lavas No Rio, de Pedro Homem de Mello, e, pela primeira vez, músicas de Alain Oulman.
Em 1963, em Beirute, é tal o seu prestígio, que a convidam a acompanhar com os seus fados uma Missa de Acção de Graças pela independência do Líbano. E continua sempre avoltar aos países que não se cansam de a reclamar. Em Paris, o acolhimento do público é sempre delirante, não só no Olympia, como participando nos mais sensacionais acontecimentos artísticos.

Em 1964 Amália regressa ao Cinema com Fado Corrido, um Filme de Brum do Canto baseado num conto de David Mourão Ferreira, onde mais uma vez lhe dão um papel de fadista. Na estreia do filme em Lisboa confirmou-se mais uma vez que Amália continuava a ser a artista preferida do público português. Onde quer que aparecesse era sempre uma sensação.

Em 1965, Amália atinge a sua melhor interpretação no cinema em As Ilhas Encantadas do estreante Carlos Vilardebó, baseado numa novela de Herman Melville. Neste filme, diferente de todos os outros da sua carreira, Amália pela primeira vez não canta. Amália volta a receber o prémio de melhor actriz com As Ilhas Encantadas e no ano seguinte aparece no filme francês Via Macau.

Em 1966, é editado o primeiro disco em que recria o folclore, a que mais dois se seguirão. Com uma grande orquestra sinfónica, dirigida por André Kostelanetz, actua no Lincoln Center, em Nova Iorque, e no Hollywood Bowl, em Los Angeles. Canta em França, Israel, Brasil, África do Sul, Angola e Moçambique. Amália cantou na inauguração da Ponte sobre o Tejo, gravou Concerto de Aranjuez, com uma letra em francês, e Vou Dar De Beber À Dor, de um compositor até então desconhecido, Alberto janes, que se tornará num dos maiores êxitos de Amália, com mais de 100 mil cópias vendidas.

Em 1967 em Cannes, Anthony Quinn, com enorme entusiasmo, anuncia oficialmente que prepara dois filmes para Amália, sendo o primeiro Bodas de Sangue de García Lorca. Mas Amália prefere exprimir-se no canto.

Em 1969 cantou na União Soviética, correndo o mundo que unanimemente lhe reconheceu o talento.

Em Janeiro de 1970, Amália parte para Roma para actuar no Teatro Sistina em Roma. O sucesso foi tal que o fenómeno "Amália" se espalha por Itália. Começava então "La Folia per La Rodrigues". Amália canta pela primeira vez em Tokyo, e também o Japão, apesar de tão longínquo e com uma cultura tão diferente, se rende ao fascínio de Amália . Desde então sucedem-se as tournées pelo Japão abrangendo várias cidades. Todos os seus discos são editados nesse país, que com ela tanto se identifica. É frequente, quando Amália parte para o Japão todos os seus espectáculos estarem já esgotados, lançando assim Amália, uma verdadeira ponte cultural entre Portugal e o Japão.

Este disco conquista para Amália os mais importantes prémios da indústria discográfica: IX Prémio da Critica Discográfica Italiana (1971), o Grande Prémio da Cidade de Paris e o Grande Prémio do Disco de Paris (1975).

Em 1972 no Brasil, estreia-se no Canecão do Rio de Janeiro Um Amor de Amália, onde pela primeira vez, num espectáculo organizado, Amália canta e conta histórias da sua vida. Tanto é o sucesso que, o show é repetido no ano seguinte. Esse espectáculo, onde Amália é acompanhada
para além da guitarra e da viola, por uma orquestra e um coro, foi gravado em disco.
No dia 25 de Abril de 1974 dá-se a revolução que derrubou o regime fascista que há 48 anos governava Portugal. Amália, devido a um contrato que tinha para actuar na televisão espanhola, partiu para Madrid no dia seguinte. Em Lisboa, a grande popularidade internacional de Amália fez que de imediato circulassem boatos que a ligavam ao regime deposto. Embora só ligeiramente prejudicando a sua carreira, estes boatos afectaram gravemente a sensibilidade de Amália. Apesar destes boatos, Amália aparece logo no Coliseu onde 5 mil pessoas aplaudem de pé, provando que o seu público nunca a abandonou. A partir dessa altura, faz as mais longas tournées por Portugal, e o seu sucesso internacional continuou a aumentar fazendo tournées por todo mundo.
Em 1976 são editados Amália noCanecão, álbum ao vivo que regista parte do show de Amália naquele palco brasileiro em 1973, e Cantigas da Boa Gente compilação de material lançado anteriormente em singles e Eps. Também neste ano canta no Théâtre de Champs Elysées, em Paris. É publicado pela UNESCO o disco Le cadeau de la vie, onde figura ao lado de Maria Callas, John Lennon, Yehudin Menuhim, Aldo Ciccolini, Gyorgy Cziffra e Daniel Barenboim.

No ano de 1977 editadas mais duas compilações – Fandangueiro e Anda o Sol na Minha Rua – de um novo single de Alberto Janes, Caldeirada, e de Cantigas numa língua antiga, primeiro álbum de material original de Amália em três anos, embora de façam parte alguns temas já anteriormente registados pela fadista, aqui gravados em novas versões. Neste ano volta ao Carnegie Hall de Nova York

Em 1980, Amália edita Gostava de ser quem era, o seu primeiro álbum de material inédito em três anos, composto por dez fados originais com letras da própria Amália, escritas em sua casa durante a convalescência de uma doença.Também em 1980 recebeu do Presidente da Republica acondecoração de grande oficial da ordem do infante D. Henrique. Logo em seguida é homenageada pela Câmara de Lisboa.
Amália edita, em 1982, com poucos meses de intervalo, O senhor extra-terrestre, um maxi-single com duas canções de Carlos Paião, e "Fado", um novo álbum de estúdio composto exclusivamente por novas gravações de composições de Frederico Valério, muitas delas criadas por Amália. O álbum atinge o 5º lugar do top de vendas de álbuns compilado pela revista Música & Som.

Em 1983, é editado o álbum Lágrima, composto por 12 originais gravados durante 1982 e 1983, de novo com letras suas. Será o seu último disco de material inédito até à edição de Obsessão, em 1990.
É editado, em 1984, Amália na Broadway, que reúne oito standards de musicais americanos gravados por Amália em 1965 nos estúdios de Paço de Arcos com o maestro inglês Norrie Paramor, mas nunca antes editados em disco. As gravações haviam sido pensadas para um álbum de standards americanos que nunca veria a luz do dia. O álbum atinge o 17º lugar do top oficial de vendas de álbuns.

A 19 de Abril de 1985, Amália dá o seu primeiro grande concerto a solo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. O sucesso do Coliseu repete-se em Paris onde Amália é condecorada pelo Ministro da Cultura Jack Lang, com o mais alto grau da Ordem das Artes e das Letras. E de Paris de novo parte para o mundo. Em Julho é editado o duplo álbum O melhor de Amália – Estranha forma de vida, que reúne 24 dos mais populares e aclamados fados de Amália e atinge o 1º lugar do top de vendas, mantendo-se oito meses no top e vendendo para cima de 100 mil exemplares. Na sequência do êxito, é editado um segundo álbum compilação, O melhor de Amália volume II – Tudo isto é Fado, que ultrapassa as 50 mil cópias vendidas e atinge o 2º lugar do top.
Em 1987, é editada a biografia oficial de Amália, Amália – Uma biografia, por Vítor Pavão dos Santos, director do Museu Nacional do Teatro, jornalista e talvez o maior admirador de Amália em território português. O primeiro CD de Amália é editado em Portugal: Sucessos, uma compilação concebida originalmente para o mercado internacional, e que apenas ficará em catálogo até se iniciar a transferência para CD dos vários álbuns de Amália. É também lançado neste ano, o triplo-álbum de luxo Coliseu 3 de Abril de 1987, que regista na íntegra o concerto de Amália no Coliseu de Lisboa naquela data. Obtém o Disco de Ouro e atinge o 13º lugar dos tops.

Em 1989, comemorando os 50 anos de carreira de Amália, a EMI-Valentim de Carvalho edita Amália 50 anos, uma colecção de oito duplos-álbuns ou CD´s temáticos agrupando muitas das gravações de Amália para a companhia, entre os quais várias raridades e gravações inéditas. Em Portugal sobre o patrocínio do Presidente da Republica Mário Soares, de quem recebe a Ordem Militar de Santiago de Espada, as comemorações são um verdadeiro acontecimento a nível nacional. Festas, condecorações, exposições, tudo para Amália não é demais. Estas festividades, prolongam-se numa grande tournée mundial.-LISBOA, MADRID, PARIS, ROMA, TEL AVIV, MACAU,TOKIO, RIO DE JANEIRO, NOVA IORQUE. Também nesse ano é recebida pelo Papa, no Vaticano, em audiência privada.
1990 vê ser editado Obsessão, o primeiro álbum de material original e inédito de Amália em sete anos, composto por temas gravados durante o interregno.
É editada, em 1991, a cassete de vídeo Amália live in New York City registo do concerto no Town Hall de Novembro de 1990. Recebe do presidente francês, Georges Miterrand, a Legião de Honra.

Em 1992 é editado o CD Abbey Road 1952, que reúne a totalidade das primeiras gravações realizadas por Amália para a Valentim de Carvalho nos estúdios de Abbey Road em Londres.
Em 1995, é editada pela primeira vez em CD a compilação Estranha forma de Vida – O melhor de Amália, e a RTP transmite, ao longo de uma semana, a séri documental Amália – uma estranha forma de vida, cinco episódios de uma hora dirigidos por Bruno de Almeida incluindo muitas imagens de arquivo provenientes dos cinco cantos do mundo e nunca antes exibidas em Portugal. Neste ano é ainda editado Pela primeira vez – Rio de Janeiro, CD que reúne as 16 gravações que Amália realizou no Rio de Janeiro em 1945 para a editora Continental. É a primeira edição oficial em CD destas gravações, há muitos anos indisponíveis em Portugal, restauradas digitalmente em Londres, nos estúdios de Abbey Road.

Em 1997 é editado o seu ultimo álbum com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975, O Segredo. Também em 1997 o falecimento do marido de Amália, César Seabra, após 36 anos de casamento. Amália publica um livro de poemas "Versos" na editora Cotovia. Nova homenagem nacional na Feira Mundial de Lisboa Expo98.

Amália morre no dia 6/10/1999 em sua casa, na Rua de S. Bento, em Lisboa.



Dr. Oliveira Salazar (1889- 1970)
(Nasceu em Santa Comba Dão cerca de 65 km da Chaveira)


Salazar nasceu no dia 28 de Abril de 1889. Para os pais, um casal de agricultores de Santa Comba Dão, era a resposta às suas preces. Maria do Resgate, de 44 anos, dera à luz quatro filhas e já quase perdera as esperanças de deixar no mundo um filho varão. Tratado quase como um milagre, teve direito a aulas particulares até à entrada no seminário diocesano de Viseu, em 1900. A sua inteligência e vontade de aprender deram frutos: obteve a equivalência do liceu com 19 valores e decidiu-se pelo curso de Direito, em Coimbra. Na cidade dos estudantes fez uma das suas poucas amizades, que manteve ao longo da vida - o padre Manuel Cerejeira, futuro cardeal. “São duas pessoas muito curiosas do seu tempo”, lembra a historiadora Irene Pimentel. “Salazar e Cerejeira foram marcados pelo catolicismo e pela política católica, a chamada democracia cristã.”

Durante este período, Salazar liga-se à ala católica, anti-republicana. Faz parte do Centro Académico da Democracia Cristã e escreve artigos de opinião em jornais ligados à Igreja. É, assim, com naturalidade, que concorre por Guimarães como deputado ao Parlamento. Demora-se no cargo apenas três dias. Desiste e regressa a Coimbra.

Salazar regressa à sede do poder em 1926. A crise económica, entretanto instalada, e a instabilidade política da I República tinham levado ao golpe militar de 28 de Maio. Professor de Coimbra, muito considerado, recebe a pasta das Finanças. Desta vez, demora-se mais tempo no cargo: 13 dias. Por não ver satisfeitas as condições que impusera como indispensáveis, demite-se. Sabe que, mais cedo ou mais tarde, precisarão dele.

Menos de dois anos depois, o convite é repetido. Exige em contrapartida o controlo sobre as despesas e receitas de todos os ministérios. Entre 1928 e 1929 consegue um superavit nas finanças públicas. Aquele que se afirmava como um não-político, iniciava uma carreira meteórica. “Salazar tinha aquela concepção de que há uma elite política, que é a do regime, que está toda reunida num partido único, a União Nacional, e Salazar, que é um ditador. Depois, há todas as outras pessoas, que deviam deixar-se governar. Evidentemente, é a tal história: manda quem pode, obedece quem deve. E, para isso, não se faz política”, diz Irene Pimentel.

Em 1930, como alternativa à ditadura militar, imposta em 1926, e às sucessivas revoltas da oposição democrática, Salazar funda o partido União Nacional. Prepara-se para tomar o poder. Este seria o denominador comum de todos quantos quisessem servir a pátria. “Tudo pela Nação, nada contra a Nação”, dizia.

Político exímio, o ministro das Finanças da ditadura militar consegue afastar os sucessivos presidentes do conselho de ministros militares nomeados. Acaba por assumir o governo do País em Abril de 1932.

No ano seguinte, faz ratificar uma nova Constituição, apesar de uma abstenção de 40% (considerados votos a favor). O seu poder pessoal passa a assentar em bases sólidas. Cria a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), mais tarde Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), uma polícia política. Proíbe as oposições e impõe, com o partido único, um regime totalitário. Chama a si o despacho directo dos pelouros sensíveis, onde se inclui a propaganda e a censura. “Só para dar alguns exemplos, não havia suicídios em Portugal, porque a censura censurava os suicídios. Não havia conflitos sociais, porque a censura censurava os conflitos. Enfim, ele tentou criar a imagem de uma sociedade perfeita”, continua Irene Pimentel.

A vontade de mudança surge com o fim da II Guerra Mundial, em 1945 e 1949, com a criação do Movimento de Unidade Democrática (MUD), mas sobretudo em 1958, nas eleições presidenciais. O general Humberto Delgado - que fora seu activo colaborador - congrega à sua volta a oposição e provoca uma onda anti-salazarista. O chefe do Conselho de Ministros defende-se, reforçando a acção repressiva. Altera a Constituição e torna a eleição presidencial dependente de um colégio eleitoral da confiança do regime.

Com a perda da Índia Portuguesa, em 1962, e o início da guerra em África, no ano anterior, Salazar já não tem a mesma confiança no povo português. Em conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Nogueira, desculpa-se: “Se em lugar de governarmos este país, governássemos outro, conseguia-se mais. Neste, a gente puxa mas, como não dá, temos a tendência para nos nivelarmos à massa.”

“O essencial do seu pensamento é este”, explica Marcelo Rebelo de Sousa: “A ideia do equilíbrio económico-financeiro e da autoridade que deve controlar a liberdade. A ideia de um Portugal projectado no mundo através de um império, e não integrado na Europa. A ideia de um país que vivesse de forma comedida, sem excessos de riqueza, luxo ou ambição. Portanto, governou Portugal à sua medida.”

Em 1968 a guerra em África matava os mesmos homens - e os seus filhos - que Salazar dizia ter salvado do conflito da II Guerra Mundial. A opinião pública já não o favorecia. Mas permaneceu no cargo. Até cair de uma cadeira. O que parecia não ter deixado mazelas transformou-se num hematoma craniano. Operado com urgência, volta a sofrer um acidente cardiovascular. É declarado incapaz e acaba exonerado do cargo. No entanto, morre sem o saber. Corria o ano de 1970. “Não conheço nenhum outro caso de uma ditadura e de um ditador em torno do qual, depois de ter saído formalmente do poder, se tenha construído uma ficção como a que se construiu em torno do Dr. Salazar. Construiu-se a ficção de que ele continuava a ser o primeiro-ministro”, lembra João Soares.

Com a sua morte, morre um regime que viveu da sua imagem. Mais de 40 anos passados, a polémica ainda está instalada: foi o salvador da pátria ou um ditador? “Como os fenómenos culturais são lentos a mudar, há uma certa inércia que fica na cabeça das pessoas. Essa inércia diz o seguinte: foi um tempo em que não havia democracia, nem liberdade, mas havia estabilidade, autoridade e um viver modestamente, mas em equilíbrio económico e financeiro”, explica Marcelo Rebelo de Sousa. “E essa ideia que ficou tem o seu lastro que, de quando em vez, vem ao de cima, porque 40 anos são muito na história de um povo.”



Padre Henrique Louro (1909-
Nasceu na Pracana da Ribeira a 25 de Abril de 1909, estudou no Seminário de Évora onde foi ordenado em 1932, paroquiou as freguesias de Mora e Vila Fernando. De 1957 a 1961 ocupou o cargo de director espiritual do Seminário Maior e também o de Visitador das igrejas e arquivos. Dedicou-se a história da Arquidiocese de Évora e colaborava em diversas revistas e jornais, o número de obras por ele escritas ultrapassou as quatro dezenas mas só metade delas foram publicadas até hoje. Foi sócio efectivo do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia e privou com alguns dos nomes mais importantes da cultura portuguesa da sua época.
Publicou o livro em 1982 “Cardigos Subsídios para a sua História” obra de referência sobre a história de Cardigos.
Para a Pracana publicou e ofereceu a todos os seus habitantes um livro onde tentou encontrar a origem de todas as famílias que lá habitavam, trabalho de paciência, pesquisa e investigação que desenvolveu durante anos. Homem de espirito aberto e amigo sempre pronto a ouvir e a aconselhar, duma inteligência e sabedoria raras, encontrava nos arquivos e documentos antigos o seu mundo. Fazia parte do restrito grupo historiadores em Portugal com acesso à Torre do Tombo e a tantos outros arquivos sobretudo da Igreja Católica.
Lembro-me das conversas que com ele mantinha, quando aos domingos à tarde no seu passeio habitual pela aldeia se sentava à porta da casa da minha avó para recuperar forças antes de iniciar a subida até sua casa . Eu ainda adolescente ficava completamente fascinado pela eloquência do seu discurso e pelas histórias fantásticas sobre a nossa terra, segredos desvendados num qualquer velho documento retirado às estantes empoeiradas de qualquer arquivo ou biblioteca deste país. A tarde ia passando hora atrás de hora, minuto atrás de minuto sem que eu desse conta do tempo
- "Sabias que o teu avô tem muitas características genéticas dos Celtas e que já existiu uma aldeia entre a Pracana e o Outeiro e que todos os seus habitantes morreram porque beberam água dum poço onde se tinha afogado um animal "??.
Eu ouvia-o atentamente e tentando sempre saber mais, fazia uma ou outra pergunta,
mas perguntas daquelas “inteligentes”(achava eu) pois não queria com a minha ignorância ofender aquela mente brilhante, ele com paciência infinita tentava responder-me da forma mais simples e perceptível que encontrava.
Sei que para algum de vós que não o conheceram, será difícil imaginar como era o Padre Henrique, mas posso vós deixar um nome que em muito se parece com a forma cativante como ele falava das histórias da nossa História, José Hermano Saraiva.
Tenho muitas saudades dessas conversas e não serei o único com certeza, é por isso que quero com este pequeno artigo homenagear esse homem de Deus e da minha aldeia e deixar aqui um repto tanto à Câmara Municipal, Junta de Freguesia e a todos os leitores deste blog para que seja feita uma homenagem a este ilustre conterrâneo que tanto engrandeceu o nome de Cardigos e da Pracana da Ribeira e que infelizmente até agora tem sido completamente esquecido.


- JOAQUIM MANSO – (1878 – 1956)
(Nasceu em Cardigos 5 Km da Chaveira)


Nascido a 16 de Novembro de 1878 no concelho de Mação, notabilizou-se como escritor, ensaísta e jornalista.

Para além de colaborar em diversos jornais tornou-se redactor principal de “A Pátria”. Ocupou este cargo até 1921, ano de fundação do “Diário de Lisboa”, de que foi logo director, função que desempenhou durante 35 anos.

Muito cedo Joaquim Manso assumiu o inesgotável desafio literário. De entre os vários livros que publicou, destacam-se: Pedras para a Construção dum Mundo, Consciência Nua e Abandonada, Fábulas e Manuel, entre outros. Juntam-se a estes títulos inúmeras conferências

Passava as férias na Nazaré no edifício onde actualmente se encontra o Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso.
Foi sócio correspondente da classe de Letras da Academia das Ciências e professor do Conservatório Nacional, onde regia a cadeira de Literaturas Dramáticas.
A 10 de Setembro de 1956 faleceu aos 77 anos.

- ANTONIO LINO NETTO - (1873 – 1961)

O Professor Doutor António Lino Netto foi eminente advogado, Professor e Reitor do Instituto Superior de Economia, Vice-Reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Presidente do Centro Católico Português e Presidente da Assembleia Nacional no tempo de Sidónio Pais. Foi o grande opositor das ideias de Afonso Costa e grande defensor da Igreja durante a I República. Foi agraciado com a Grã-Cruz de São Gregório Magno, a mais alta condecoração civil da Santa Sé, pelos altos serviços prestados à Igreja. As respectivas insígnias foram-lhe oferecidas pelo Sr. Cardeal Patriarca D. António Mendes Bello em nome de todos os Bispos de Portugal. Foi eregido em Mação um busto em sua honra, em que se pode ler: "Ao humanista, ao legista, ao pedagogo - HOMENAGEM"

- José Alves Martins - † (1884 – 1950)
(Nasceu No Vergão)

Bishop Emeritus of Santiago De Cabo Verde
Titular Bishop De Bela
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Data Idade Acomtecimento Titulo
22 Mar 1874 nasceu Vergão, Portugal
18 Jul 1897 23.3 Ordenado Padre Padre
10 Mar 1910 36.0 Escolhido Bispo de Santiago De Cabo Verde
3 Jul 1910
36.3 Ordenado Bishop of Santiago De Cabo Verde
15 Nov 1935 61.6 Deixou Bishop of Santiago De Cabo Verde
15 Nov 1935
61.6 Escolhido Titular Bishop De Bela
14 Apr 1950 76.1 Morreu Bishop Emeritus of Santiago De Cabo Verde


- ALVES MARTINS – (1873 – 1946)
(Padre Luís)

Nasceu em Cardigos, Concelho De Mação , a 23 de Dezembro em 1873 e foi para a Madeira em 1905 como Capelão Do Regimento De Infantaria N1-27 . Em 1908 foi nomeado Régio.
São dele as seguintes publicações :

-A bandeira Portuguesa, Funchal , 1907;

-Oração Funebre Nas Exequias De Hintze Ribeiro, Funchal , 1907;

-E Brevi Vivens Tempore Discurso Funebre Nas Exequias D'El Rei D.Carlos e Prine Real D.Luiz Filipe, Funchal , 1908.

- PADRE JOAQUIM DA SILVA TAVARES – (1866 – 1931)
(Nasceu em São Bento a .5 Km da Chaveira)

Nasceu em Monte do Meio de S. Bento (Cardigos, Vila de Rei) a 17 de Agosto de 1866. Estudou Letras Humanas e Filosofia no Colégio de S. Francisco de Setúbal. Religioso da Companhia de Jesus. Apaixonado pelas Ciências Naturais, fundou juntamente com Cândido Mendes de Azevedo e Carlos Zimmermann, em 1902, a revista «Brotéria» (nome adoptado em honra do grande cientista português Brotero). Em Outubro de 1910, após a implantação da República, é obrigado a expatriar-se. O padre Tavares foi para Salamanca, Espanha, embarcando em Cádis, no dia 7 de Novembro de 1910 para a Argentina, chegando em Buenos Aires a 25 do mesmo mês. Daí dirigiu-se para o Brasil, fixando-se na cidade da Baía. Voltou a Portugal em 1928. Publicou vários trabalhos científicos na revista «Brotéria» e foi considerado entre os principais cecidólogos. Morreu em Paris a 2 de Setembro de 1931.
O trabalho realizado no Instituto encontra-se arquivado nos volumes anuais dos Travaux de Laboratoire de l'Institut Rocha Cabral, contendo as separatas dos artigos originais publicados pelos seus investigadores, e nas Actualidades Biológicas, com as conferências proferidas na sua sede. A inauguração em Cardigos do busto o Pe . Joaquim da Silva Tavares foi nos anos 70 pode ser visto no centro da praça.

- FRANCISCO SERRANO - (1862 – 1941)

A vida e obra de Francisco Serrano Marcou também a história do concelho e dele ficaram memórias da sua vida de etnógrafo, músico, escritor e jornalista. Foi a primeira pessoa a sistematizar a recolha de elementos históricos, etnográficos e sociais sobre o concelho de Mação. Foi ainda dinamizador, músico, regente e compositor da Sociedade Filarmónica União Maçaense. Como resultado de muitos anos de vida dedicada ao concelho ficaram algumas obras, entre elas, Romances e Canções Populares da Minha Terra, Elementos Históricos e Etnográficos de Mação e Viagem à Roda de Mação, recentemente editadas pela Câmara Municipal de Mação.


- PADRE ANTONIO PEREIRA DE FIGUEIREDO - (1725 – 1797)

O Padre António Pereira de Figueiredo (1725-1797)Sacerdote oratoriano e grande pedagogo que se dedicou ao estudo de Filosofia, Teologia, História e Latim. Foi um colaborador próximo do Marquês de Pombal e levou a cabo algumas acções diplomáticas na Europa. Traduziu a Bíblia e escreveu dezenas de obras que percorreram as mais diversificadas áreas do conhecimento.

- NUNO ÁLVARES PEREIRA – (1360 – 1431)
NASCEU EM SENACHE DE BOM JARDIM (O Maior Portugues)

Nasceu a 24 de Junho de 1360 no Castelo do Bonjardim. Aos 13 anos fazia parte do séquito do rei Dom Fernando e por essa altura foi armado Cavaleiro. Por obediência a seu pai casa com D. Leonor de Alvim, rica dama de Entre-Douro-e-Minho. Do casamento nasceu uma filha: Dona Beatriz. Após a morte de D. Fernando e porque a filha deste era casada com o rei de Espanha, vendo ameaçada a independência nacional entra em actividade política. Em Santarém dá-se o estranho encontro com o Alfageme de Santarém. Convidado pelo Mestre de Avis foi eleito Regedor e Defensor do Reino. Após vencer várias batalhas (Atoleiros, Aljubarrota) e já viuvo lança ombros à construção do Convento do Carmo, em Lisboa. Em 1422 partilha seus bens e professa no Carmo, em 1423 a 15 de Agosto. Sempre o dia de Nossa Senhora da Assunção a presidir aos momentos culminantes de sua vida. Ei-lo agora o asceta despegado de toda as ambições terrenas, frivolidades, entregue por completo ao único fito de adorar e servir Deus: o herói de outra batalha que, depois de se ter mostrado invencível nas lutas do mundo, abandona tudo para se tornar apenas, humilde e feliz, Frei Nuno de Santa Maria.
A 15 de Janeiro de 1918 a Sagrada Congregação dos ritos, em sessão plenária, aprova e reconhece o culto do Santo condestável, que o Papa Bento XV confirma, no decreto de 23 de Janeiro do mesmo ano.
Nuno Álvares Pereira era o seu nome civil. Nasceu em Sernache de Bom Jardim, Sertã, BEIRA BAIXA, Portugal, a 24 de junho de 1360. Filho de Dom Álvaro Gonçalves Pereira, figura destacada na sociedade, pois era Cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém.
Assim, é que Nuno recebeu educação aprimorada e logo aos 13 anos foi admitido na corte do Rei Fernando, abraçou a carreira militar e, dando provas de bravura, foi logo escolhido como escudeiro da Rainha.
A exemplo de Galaad, cavaleiro de Santo Gral, queria ser celibatário, mas para satisfazer a vontade de seu pai, Nuno casara-se com Dona Leonor de Alvim em 1376, com apenas 16 anos de idade. Teve três filhos, dois morreram cedo. Sobreviveu Beatriz, que se casou com Dom Alonso, filho do Rei Dom João I.
Portugal buscava a sua hegemonia e independência da Espanha. Dom Nuno, chefiando as tropas portuguesas, venceu a primeira batalha, a de Atoleiros, sendo nomeado “Condestável”, ou seja, “Chefe Supremo” das tropas portuguesas. Seguiram-se as vitórias de Aljubarrota, de Batalha e Valverde, firmando assim a Independência de Portugal.
É de se notar que, com a bravura de seus feitos militares, ele dava um testemunho de vida cristã intensa, de profunda devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora. Era um exemplo para seus soldados, estimulados também a levar uma vida exemplar.
Nuno enviuvou aos 27 anos, em 1387, renunciando a novas núpcias. Possuidor de respeitável fortuna, às suas expensas construiu uma série de igrejas, todas elas dedicadas a Nossa Senhora.
Em 1423, aos 68 anos, num gesto que encantou e encheu de admiração o povo e a corte, repartiu os seus bens, que não eram poucos em favor dos pobres e dos companheiros de batalha. Em seguida, fez-se religioso Carmelita tomando o nome de Frei Nuno de Santa Maria.
Viveu ainda oito anos, como simples frade, dedicando-se à oração, à penitência e aos trabalhos mais humildes do Convento do Carmo de Lisboa, construído por ele mesmo. Faleceu em 1º de abril de 1431. Seus funerais foram um triunfo, com a presença do povo e de toda a corte portuguesa.
O seu culto memorável foi reconhecido pela Santa Sé em 1918. A comemoração do Beato Nuno de Santa Maria é celebrada a 1º de abril. O processo de canonização está ainda em andamento.


Dom Nuño Álvares Pereira foi o mais insigne homem que teve Portugal, foi quem pos a coroa na cabeça del Rey D. João I.
Morreu em no dia 1.4.1431.Foi beatificado pelo papa Benedito XV em 1918.Sua festa na Igraja Católica se comemora no dia 10 de abril . Tem honra dos altares.

Sua filha Dona Brites Pereira, foi a 1ª mulher de Dom Afonso 10 Duque de Bragança e deste casamento procedem quase todos os príncipes da Europa. ( Inclusive os atuais Orleãns e Bragança , além de Elizabeth II da Inglaterra, Carlos V, Isabel a Católica, Dom Manoel I etc.., são nossos longínquos primos !)

Dona Leonor Alvim, viúva de Vasco Glz. Barrozo, filha de João Pires Alvim e de sua mulher D. Branca Pires Coelho, está enterrada no mosteiro de Corpus Christi da Vila Nova do Porto, com sua avó D. Maria Mendes Petite. Quando se casou com o Condestável Nuno Alves Pereira estava donzela do seu próprio marido.

Pedro Coelho foi o quarto filho de Estevão Coelho, irmão de Dona Branca, tio de Leonor Alvim, foi um dos fidalgos culpados na morte de Inês Piz. de Castro, foi preso por El Rey Dom Pedro que mandou cruelmente arrancar-lhe o coração ainda vivo, “ que o achariam mais forte q o de hum leão e mais leal q o de hum cavalo. E mais duro q o de hum touro.”

Dona Maria Mendes Petite era filha de Dona Maria Annes Brochado casada com Soeiro Mendes Petite, irmã de Dom Estevão Annes Brochado Bispo de Lisboa e depois de Coimbra.
Dona Maria Annes Brochado era filha do cavalheiro Joam Pires Brochado, Casa da Barroca .

O significado único da Batalha de Aljubarrota:

Como refere João Gouveia Monteiro, a batalha ocorrida no planalto de S. Jorge no dia 14 de Agosto de 1385 constituiu um dos acontecimentos mais decisivos da História de Portugal. Sem ela, o pequeno reino português teria, muito provavelmente, sido absorvido para sempre pelo seu poderoso vizinho castelhano. Sem o seu contributo, o orgulho que temos numa história largamente centenária, configurando o estado português como uma das mais vetustas e homogéneas criações políticas do espaço europeu, não seria hoje possível. Ao vencer o seu rival castelhano naquela tarde de 14 de Agosto, o recém-eleito D. João I não só abriu as portas à Segunda Dinastia portuguesa, como também possibilitou a preparação daquela que seria a época mais brilhante da história nacional - a época dos Descobrimentos. Aljubarrota deu, portanto, directa e indirectamente, um novo contorno à história de Portugal e do próprio Mundo, cujo extraordinário significado repercutirá para sempre pelos séculos fora.

Mas, mesmo vista à sua escala medieva, a Batalha de Aljubarrota, como veremos seguidamente, não pode deixar de ser considerada uma ocorrência da maior importância política, militar e diplomática.

Assim e do ponto de vista político, a batalha decidiu - como raras vezes acontecia com as pelejas medievais - a disputa política que dividia a Península e o próprio reino de Portugal, desde Outubro de 1383. A partir de Aljubarrota, e apesar de, durante muito tempo D. Juan I não ter perdido a ideia de regressar a Portugal para se vingar, não mais os castelhanos voltaram a ser capazes de reunir um conjunto de tropas suficiente para ameaçar a integridade territorial do pequeno reino lusitano. Na sequência de uma inteligente estratégia de pressão desenvolvida ao longo das duas décadas seguintes, Portugal acabaria por forçar a paz, assinada em Ayllón (Segóvia) a 31 de Outubro de 1411. O destino lusitano pôde, então, assumir outros contornos, esculpidos, primeiro, nas praças marroquinas do Norte de África, e, mais tarde, no azul dos oceanos que conduziram à Índia e ao Brasil.

Após a vitória nos campos de Aljubarrota, o pequeno partido que à, morte de D. Fernando, se agrupara em redor do Mestre de Avis, pôde, enfim, respirar fundo: logo depois da batalha, a poderosa Santarém caiu nas mãos do monarca eleito em Coimbra, seguindo-se-lhe Leiria, Óbidos, Alenquer, Vila Viçosa e, a curto prazo, todas as outras bolsas de resistência que - sobretudo no Alto Minho – mantinham a voz por D. Beatriz.

Do ponto de vista estritamente militar, a batalha de Aljubarrota configurou um dos marcos mais representativos da evolução dos sistemas e dispositivos tácticos utilizados na guerra praticada no Ocidente europeu nos finais da Idade Média. Desde o triunfo da “Cavalaria Pesada”, nos meados do Séc. XI, e até ao primeiro quartel do Séc. XIV, o desfecho da esmagadora maioria das batalhas campais europeias fora decidido pela capacidade ofensiva dos combatentes montados. Mas na primeira metade do Séc. XIV um novo modelo de guerra começou a impor-se. Em várias zonas da Europa - Países Baixos, Ilhas Britânicas, Suíça – ensaiaram-se novas tácticas assentes predominantemente em corpos de infantaria, que vieram demonstrar a capacidade das forças apeadas derrotarem contingentes de cavalaria, mesmo quando em situação numérica desfavorável. Estas novidades chegaram ao território francês em meados da centúria, no contexto da Guerra dos Cem Anos. Na Batalha de Crécy (travada a 26 de Agosto de 1346) e, dez anos mais tarde, em Poitiers (19 de Setembro de 1356), os exércitos ingleses envolvidos na Guerra dos Cem Anos puderam, enfim, pôr em prática, com resultados devastadores, um novo modelo táctico que alteraria completamente o equilíbrio militar tradicional. Esse novo sistema assentava na combinação de corpos de homens de armas desmontados, armados com lanças, com corpos de atiradores, armados com arco ou besta posicionados nas alas (geralmente em posição levemente avançada), uns e outros defendidos por uma forte retaguarda de reserva, na maioria dos casos montada e chefiada pelo próprio rei.

O segredo completava-se com uma atitude estratégica ofensiva (tomar a dianteira e escolher o terreno, provocar o adversário, precipitar o combate), sabiamente combinada com uma postura táctica eminente defensiva (procurar o abrigo de obstáculos naturais, associar-lhes obstáculos artificiais por via de escavações e de empilhamento de materiais, aguardar a investida inimiga).

Durante décadas, o novo sistema táctico inventado pelos ingleses massacrou a numérica e militarmente muito mais poderosa cavalaria francesa, incapaz de se adaptar à nova lógica militar. Mas a experiência não decorreu apenas nos palcos da Guerra dos Cem Anos. Com efeito, em 1367, em Nájera (Navarra), e, sobretudo, em 1385, em Aljubarrota, o sistema foi também posto em prática e aperfeiçoado, com os resultados devastadores que se conhecem. O combate de S. Jorge, onde - convém não esquecê-lo - lutaram muitas centenas de homens de armas ingleses e franceses, corresponde, assim, à entrada na fase d



outubro 31, 2009


Mais uma prova que todo o homem de origem Portuguesa é muito mais recompensado pelo seu trabalho fora dos Países lusitanos e até mesmo na lotaria!


A Calgary-area man who has collected more than $2 million ...

Moçambicano Cinco vezes ganhador duma lotaria Canadiana.

Fri 30 de Outubro , 4:23 PM


By The Canadian Press

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Airdrie , Alta. - Um homem da Província de Alberta no Canada está confiante de que prevalecerá em sua disputa judicial sobre um bilhete de lotaria $ 17 milhões de dólares e recolher o seu prémio de lotaria . O quinto nos últimos cinco anos.


Seguro Ndabene de Airdrie , ao norte de Calgary, já ganhou quatro vezes na lotaria - incluindo duas vitórias de US $ 1 milhão, outro de US $ 100.000 e um quarto prémio de $ 50.000.


Mas a sua maior vitória de todos tempos foi $ 17 milhões em um 7 Super em Janeiro – mas está a ser contestada depois de um outro indivíduo alegar que ele também estava envolvido com Ndabene com parte de um grupo ao comprar a lotaria .


A questão esta perante o Tribunal de Alberta de Queen's Bench , mas Ndabene disse que não há nenhuma dúvida que o bilhete é só dele e ele acabará por receber o seu dinheiro.


O homem que levantou a denúncia original, disse ao jornal Sun de Calgary que ele cometeu um erro e que não está reivindicando mais parte nenhuma dos ganhos.


Ndabene , que imigrou para o Canadá de Moçambique, em 1984, diz que não há nenhum segredo ou magia " na forma como ele ganha.


Ele diz que o segredo é jogar na lotaria todas semanas e diz que nunca compra um bilhete de lotaria de um funcionário não seja amigável.



outubro 18, 2009


Almoço convívio de Santos no dia 31 de Outubro 2009 (sábado)


zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzsantos2009.jpg Caros amigos,
Tal como já nos habituámos, no dia 31 de Outubro (sábado), o CCRCC tem o prazer de organizar mais um almoço convívio do dia de Santos.
Anexo o programa com ementa e condições.


Quem desejar participar deve fazer a sua inscrição o mais breve possível de forma a ser possível adquirir os produtos para a confecção e a bebida adequada.


Notas:
·         Para quem não tem hipótese de se inscrever nos locais definidos, ver no programa, pode enviar mail para mim ou telefonar-me;
·         Não-sócios:  Vamos ter a mesa de inscrição aberta e poder beneficiar de imediato das vantagens associadas.
o        As crianças não pagam quota de sócio até aos 12 anos (creio que são 12 anos, mas agradeço confirmação da idade com o Beloura).


Agradecemos divulgação.


Obrigado,
Paulo Mata
922 002587



  •  Almoço:


  • Sopa:   Canja de galinha


  • Prato:  Carne de Porco à Chaveirense


  •   (com camarão, batata frita, arroz e salada)


  • Sobremesa: Arroz Doce / Fruta / Cafe


  •  À Tardinha:


  • Febras e entremeada


  • Castanha assada, agua pé


  • Sócios                                            » 6,00 €


  • Não-sócios                                    » 7,50 €


  • Crianças não-sócias dos 4 aos 12 anos                         » 3,00 €


  • Crianças até 4 anos e sócias até 12 anos não pagam. 


  • Inscrições até 25 de Outubro


  • Minimercado Chafariz e Café Vinha Velha

 



setembro 09, 2009


Olá ...Moro no Brasil e sou descendente de uma familia da Chaveirinha, mais precisamente, neta do Sr Zé d'Arganil (José Tavares e Jesuina).


Como estou escrevendo um livro onde falo das minhas origens, gostaria muito de saber o ano, ou pelo menos o século da fundação da Chaveirinha.
Desde já sou muito grata por qualquer resposta que me seja enviada.
Um abraço
Dulce Tavares Braga

Este foi o email que lhe mandei 03/01/2009

Agora aqui fica onde pode encontrar a obra completa.

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05/09/2009

Olá
Como sei que muitos de vocês não entram no blog, onde anunciei que o livro
já está à venda, mando este email com os endereços onde ele está sendo
comercializado.
A data para a noite de autografos não mudou, continua confirmada para o
dia 21 de Outubro 2009 às 19:29h na Livraria Cultura do Iguatemi, mas como o
livro teve que ser editado antes para poder embarcar para Lisboa, Porto e
Paris, a comercialização no Brasil também já começou.
Para quem me der o prazer de lê-lo, espero que gostem e se gostarem que o
divulguem.
Beijos
Dulce

Livraria Pontes-Fone:19-32360943 - rua Dr Quirino,1223

Livro Aberto-Fone:19-32377999 – rua Sacramento, 202

Livraria Pergaminho:Loja 01-rua Bernardino de Campos, 1049 –Fone:19-32367717
Loja 02-rua Bernardino de Campos, 1087- Fone: 19-32341939
Loja 03-rua Dr Quirino, 1335- Fone: 19-32341939

Livraria Cultura:shopping Iguatemi – Fone: 19-37514033
site:http://www.livrariacultura.com.br

Livraria Saraiva:shopping Iguatemi-Fone: 19-32520223

Way Up - Confecções-Fone:19-32524265/32547000-Av Imp D Tereza Cristina-778


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Dulce Braga

Blog "SABOR DE MABOQUE":

http://sabordemaboque.blogspot.com/

Visite e comente, divulgue.



setembro 08, 2009


QUER SABER COMO TRATAR UMA COLMEIA DE ABELHAS


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Sociedade 5 Set 2009, 01:59h
Curso de iniciação à Apicultura promovido em Mação

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A Melbandos – Cooperativa dos Apicultores do Concelho de Mação, em parceria com a Câmara Municipal de Mação, encontra-se a preparar um “Curso de Iniciação à Apicultura”. A formação terá lugar nos dias 29 e 30 de Setembro e nos dias 1, 6, 7, 8 e 10 de Outubro, e terá uma duração total de 20 horas, sempre em horário pós-laboral.

Os interessados devem efectuar a sua inscrição através do telefone 241 571 489 ou e-mail melbandos@gmail.com.



Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado directamente para a redacção de O MIRANTE.

http://acordeao.planetaclix.pt/conducao.htm




Um mercado para os produtos hortícolas em Proença-a-Nova para servir esta nossa região


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"Sou um atento observador dos produtos produzidos na nossa região. Verifico com muita mágoa, que grande parte da fruta e outros produtos estragam-se nos terrenos que ainda são cultivados.
Talvez fosse bom para todos os produtores, consumidores e todos os demais, a criação de um mercado em local público para os produtores poderem comercializar, por um preço até mais baixo, e com todas as vantagens, maior produção, melhor qualidade e mais rendimento para quem produz".


Jorge Ribeiro
Tirado do site www.pinhaldigital.com


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QUE BOA IDEIA

PRIMEIRO_ Isto iria suportar os nossos agricultores desta nossa zona abandonada por todos os governos.

SEGUNDO_ A hortaliça vai ser mais fresca.

TRECEIRO_ O dinheiro ficaria aqui na zona e não enviado para as multinacionais eu sei lá onde (Exemplo como Espanha)

QUARTO_ Não sei se sabem que a hortaliça fruta e peixe as multinacionais para manter a aparência destes legumes frescos por mais tempo dão-lhe uma dose de RADIAÇÃO.